Resposta direta: plano de saúde empresarial é o plano coletivo contratado por uma pessoa jurídica para sócios, funcionários e dependentes. Qualquer CNPJ ativo pode contratar (inclusive MEI) e a maioria das operadoras trabalha a partir de 2 vidas. Ele costuma custar menos que o individual na mesma cobertura, porque o risco é diluído no contrato; em compensação, o reajuste anual é negociado com a operadora, e não limitado pelo índice que a ANS publica para planos individuais.

Em São Paulo, a maior parte das pessoas que procura plano de saúde pela primeira vez descobre o mesmo detalhe: a modalidade individual praticamente desapareceu do mercado. Grandes operadoras deixaram de vender planos individuais e familiares há anos, e o que restou é caro. A saída que sobrou para quem tem empresa (ou pode ter) é o plano coletivo empresarial.

Quem pode contratar

Pode contratar plano coletivo empresarial qualquer pessoa jurídica ativa. Isso inclui:

O ponto que costuma travar a contratação não é a natureza da empresa, e sim o tempo de CNPJ e a comprovação de atividade. Operadoras diferentes pedem coisas diferentes: cartão CNPJ, contrato social ou Certificado da Condição de MEI, última guia de FGTS quando há funcionário, e comprovação de vínculo dos beneficiários.

O caso específico do MEI

O MEI tem CNPJ, e por isso pode contratar. Ainda assim, esse é o perfil que mais recebe informação errada. Três coisas que vale confirmar antes de assinar:

  1. Quantas vidas a operadora exige. Algumas aceitam o titular sozinho, outras exigem pelo menos duas pessoas no contrato, o que na prática significa incluir um dependente.
  2. Se há exigência de tempo mínimo de abertura. É comum operadoras pedirem um intervalo entre a abertura do CNPJ e a contratação.
  3. O que acontece se o CNPJ for encerrado. O contrato empresarial existe porque existe a empresa. Sem CNPJ ativo, o plano deixa de ter base contratual.

Por que o empresarial costuma custar menos

Não é promoção nem desconto: é estrutura de risco. No plano individual, a operadora precifica uma pessoa isolada e carrega sozinha o risco daquele contrato, com reajuste limitado pelo índice anual da ANS. No coletivo, o risco é distribuído entre as vidas do contrato e o reajuste é negociado com base no uso real. A mensalidade de entrada tende a ser menor e a disciplina de acompanhar o reajuste anual passa a ser sua.

AspectoIndividual / familiarColetivo empresarial
Quem contrataPessoa físicaPessoa jurídica (inclui MEI)
Mensalidade de entradaGeralmente mais altaGeralmente mais baixa
Reajuste anualTeto definido pela ANSNegociado com a operadora, conforme sinistralidade
Contratos pequenosNão se aplicaMenos de 30 vidas entram em agrupamento com percentual único
CarênciaPrazos da ANSPode ser reduzida ou isenta conforme o número de vidas
Oferta em São PauloEscassaAmpla

O que pedir em toda cotação

Comparar apenas o valor da mensalidade é o erro mais caro desse mercado. Uma cotação completa precisa mostrar, para cada operadora:

O reajuste é a conversa que ninguém tem na hora da venda

No empresarial, o reajuste de aniversário é onde o contrato se prova bom ou ruim. Ele nasce da sinistralidade, a relação entre o que o grupo usou e o que pagou. Contratos com menos de 30 vidas são reunidos pela operadora em um agrupamento, e recebem um percentual único aplicado a todo o pool.

Duas consequências práticas: em contrato pequeno, não adianta argumentar uso individual baixo, porque o percentual é do grupo; e vale comparar, ano a ano, o reajuste aplicado por cada operadora, porque a diferença entre elas costuma ser maior que a diferença de mensalidade na contratação.

Antes de assinar, confira estes cinco pontos

  1. A operadora tem registro ativo na ANS e o produto está registrado?
  2. A rede credenciada inclui o hospital e os médicos que a sua família já usa?
  3. As carências estão escritas no contrato e não só ditas na conversa?
  4. A declaração de saúde foi preenchida com honestidade? Omitir condição preexistente é o caminho mais curto para ter cobertura negada depois.
  5. Quem cuida do contrato depois da assinatura, quando houver reajuste, inclusão de vida ou guia negada?

É esse último ponto que separa uma contratação de um relacionamento. A cotação leva um dia; o contrato dura anos.

Perguntas frequentes

MEI pode contratar plano de saúde empresarial?
Sim. O MEI é um CNPJ ativo e pode contratar plano coletivo empresarial, incluindo dependentes. Cada operadora define quantas vidas exige no mínimo e qual documentação aceita: normalmente CNPJ com alguns meses de abertura, Certificado da Condição de MEI e comprovação de atividade.
Quantas vidas são necessárias para um plano empresarial?
A maior parte das operadoras trabalha a partir de 2 vidas, e algumas aceitam 1 vida em condições específicas. O número mínimo varia por operadora e por produto, e é um dos pontos que precisam ser confirmados na cotação.
O plano empresarial tem carência?
Depende do número de vidas e da operadora. Em contratos pequenos, a carência normalmente é aplicada dentro dos prazos máximos da ANS. A partir de determinado número de vidas, muitas operadoras isentam total ou parcialmente as carências para quem entra no início do contrato.
O reajuste do plano empresarial é controlado pela ANS?
Não da mesma forma que o individual. O teto anual publicado pela ANS vale para planos individuais e familiares. No coletivo empresarial o reajuste é negociado entre a empresa e a operadora, com base na sinistralidade do contrato. Contratos com menos de 30 vidas entram em um agrupamento (um pool de risco) no qual a operadora aplica um percentual único para todo o grupo.
Posso incluir minha família no plano da empresa?
Sim. Dependentes (cônjuge, companheiro e filhos, conforme o regulamento de cada operadora) podem ser incluídos no contrato empresarial, geralmente com a mesma cobertura do titular.

Casting Seguros e Saúde

Corretora de planos de saúde em São Paulo, com 25 anos de atuação em planos empresariais e no atendimento ao público 59+.

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